quinta-feira, 17 de março de 2011

Cartão de aniversário com receitas

O primeiro cartão de aniversário deste ano chegou cedo. Oito dias antes da data, mas foi muito bem vindo. A Ajinomoto enviou um lindo cartão[zão] com direito a duas receitas: um docinho com castanha de caju e um croquete de presunto que já estudo fazer substituindo o presunto por outro embutido e ao invés de fritar, assar.


Não é propaganda, não. É que admiro as empresas que tratam bem os seus clientes e apesar de não ser consumidora ativa dos produtos da marca, desde que me cadastrei no site para receber um livreto de receitas, que é ótimo, por sinal, tenho recebido vários materiais interessantes, sempre com a máxima cortesia.


Obrigada, afinal de contas, não é todo ano que se faz 27 (quase 30!!!).

quarta-feira, 16 de março de 2011

Experiências desastrosas do almoço

Quanto você planeja o almoço da sua família? Tudo bem que a família pode ter somente duas ou até uma pessoa. Eu planejo bastante. Com pelo menos um dia de antecedência, fico pensando quais as combinações possíveis, o que tem na geladeira e já está fazendo aniversário, alguma novidade que o professor comentou em sala e estou afim de testar... E faço isso com o maior prazer, ainda mais que o marido confia e [tenta] come tudo o que tem na mesa.

E com essa ânsia toda, planejei o almoço de hoje. Queria frango. Optei por um corte de coxa e sobrecoxa aos filés. Inicialmente ia fazer assado, mas me veio a ideia de frango ao molho de maracujá. Se com laranja dá certo, por que não maracujá? Fora que o marido adora esse suco e sempre tem uma garrafinha do concentrado na geladeira. Mas como fazer?

Primeiro aqueci bem a panela, juntei um pouco de gordura de bacon e coloquei o frango temperado com sal, pimenta, um pouco de limão e sem pele (para dar uma maneirada no colesterol). Dourei bem os dois lados. Então somei 125ml de suco de maracujá concentrado e 250ml de água mais um terço do potinho de caldo de galinha. Dessa vez experimentei o caldo de potinho da Knnor, que já havia comprado há algum tempo e esperava pela oportunidade para usar. Juro que tem cheiro de Ajinomoto! O líquido cobriu apenas 2/3 do frango. Cozinhei 20 minutos de cada lado. Quase um braseado. Daí tirei a carne e deixei o caldo reduzir pela metade. Ficou naturalmente mais encorpado.


O acompanhamento ainda estava meio indefinido. Queria algo com fruta, porque coloquei o objetivo de fazer um almoço com frutas em todos os pratos. Mas fui até a casa da mãe e ela fez a “doação” de lindas mandiocas já cozidas. Beleza! Viraram purê com bacon.

Outra doação foi uma abobrinha recém colhida da horta da vó. Pensei em fazer um gratinado, uma omelete, quiche... Mas como ela estava bem molinha, fui do básico: refogada com um pouco de alho e salsinha.

Até aí o almoço foi ótimo. Olha só o prato. Ficou interessante, se não fosse por esse baita osso da coxa que deu um ar medieval ao almoço.


Os problemas: tinha retirado o frango da panela e colocado dentro do forno aquecido, para manter a temperatura. Na hora de colocar na mesa, esqueci que a travessa era de inox e queimei as pontas de seis dedos. Chegou a embrulhar o estômago. O corte não foi a melhor escolha. Perto do osso ficaram aquelas carninhas mais escuras que nem sei se são carne mesmo. Sei que o aspecto não ajudou. Melhor usar os filés. Mas o molho ficou bem gostoso. Azedinho, mas gostoso. O purê ficou meio salgado, já que a mandioca já tinha sido cozida com sal e o bacon contribuiu. Agora, a abobrinha complicou tudo! Utilizei no máximo três gotas de um azeite de conserva de pimentas malaguetas. O refogado ficou TÃO picante que foi impossível comer. Acho que a única coisa que ficou boa de verdade foi a salada de alface americana temperada só com sal, limão e azeite. Ufa!

Mas e amanhã? O que teremos para o almoço?

Bolo de mandioquinha com salaminho

Sabe quando você quer algo para jantar que não seja comida pesada, que possa ser feito rapidinho e o resultado deixe o fim de dia mais confortável? Pois então. Estava procurando algo desse tipo quando me deparei com esse bolo, que dá para chamar de torta, como preferir.


Bolo de mandioquinha com salaminho

1 xícara (chá) de leite
3 ovos
1/2 xícara (chá) de óleo
6 colheres (sopa) de farinha de trigo
400 g de mandioquinha cozida e amassada (misturei mandioquinha com batatinha)
1 colher (sopa) de fermento em pó
Sal a gosto
150 g de salaminho fatiado (achei muito e mesclei com tomate picado sem semente)
100 g de queijo parmesão ralado (usei queijo caipira e também dá para diminuir um pouco a quantidade)

No liquidificador, bata o leite, os ovos, o óleo, a farinha de trigo e aos poucos a mandioquinha. Acrescente o fermento e o sal. Em uma assadeira untada e anfarinhada, alterne camadas de massa e fatias de salaminho. Polvilhe o queijo ralado e leve para assar no forno preaquecido a 200ºC durante 20 minutos ou até dourar.


A receita é da M de Mulher e adorei! Ficou com sabor super leve, textura cremosa, perfeita! Quando está no forno, é aquele esquema de suflê: linda! Mas depois dá uma super murchada. Só não vale se descabelar por isso, nem por um forno que teima em queimar o topo dos assados, como o meu.

terça-feira, 15 de março de 2011

Doce ou salgado? Na dúvida, os dois!

Dia de fazer pão. Com doce de leite ou com queijo? Os dois ficam uma delícia... Quer saber? Vou fazer os dois!


Fiz a massa do Pão de Leite na máquina de fazer pão. Quando terminou de bater pela segunda vez, tirei da cuba e dividi em duas. Abri, pincelei generosamente doce de leite Havanna e enrolei como rocambole. Abri novamente, coloquei pedacinhos de queijo minas e enrolei. Cresceram por 30 minutos e assaram por mais 40.


Precisa dizer que ficaram uma delícia? Achei o de doce de leite super charmoso. Já o de queijo, dado o exagero de recheio, ficou parecendo um ouriço.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Farofa de banana

Estou numa de cozinha brasileira, total!

Começamos a ter aula de gastronomia brasileira neste bimestre e estou empolgadíssima com os nossos ingredientes que sempre estiveram aqui, olhando para mim, mas levemente subvalorizados em alguns momentos. O problema é que uma das influências mais citadas nas aulas é a cozinha mineira. Gente, nada contra quem gosta, mas acho pesada demais. Tirando o fato que não como feijão e ponto, o restante dos pratos são gostosos, claro! Sou chegada num porquinho frito, couve e mais um monte de coisas que tem por lá, mas não sou feliz me alimentando com banha e mais banha. Nem é tanto pela questão de engordar, porque consigo ser gorda mesmo comendo direito, é que não gosto mesmo. Parece que fico uns dois dias com gosto de gordura na boca.

Mas o bom é que somos livres para gostar ou desgostar do que bem entendemos, não é?!

Pois bem, ainda nessa vibe resolvi me jogar numa farofa de banana. Tudo bem que não é um prato mega diferente, só que não tínhamos o costume de come-lo na casa dos meus pais e também nunca tinha preparado. Depois de uma olhadinha em alguns sites, saiu assim:


Esmigalhei uns 5cm de lingüiça mista (não tinha bacon) e levei no fogo baixo com um pouco de cebola bem picadinha. Fogo baixo para que a gordura da lingüiça saia e frite tanto a carne quanto a cebola. Assim, não precisei colocar mais óleo. Depois de tudo levemente dourado, acrescentei uma banana picadinha e o sal, deixei refogar de leve e adicionei a farinha de mandioca torrada. Só. Mais perto da hora de servir, reguei com um pouco de azeite, já fora do fogo.

Fez parte do almoço: arroz com lentilha, filé de panga assado, ovo mexido com um tequinho de tomate e queijo e salada de almeirão com palmito.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bolo de banana, coco e pecãs

Recebo no meu email as atualizações do La Cucinetta. Adoro o blog pelo bom gosto das receitas postadas. Quando veio esse bolo, fiquei bem interessada, porque a combinação de banana e coco ou banana e nozes ainda era inédita aqui em casa.


Bolo de banana, coco e pecãs

3 xic. farinha de trigo
1 colh. (chá) bicarbonato de sódio
3/4 colh. (chá) sal
3 ovos grandes, orgânicos
2 xic. açúcar orgânico
1 1/3 xic. óleo vegetal
2 colh. (sopa) extrato natural de baunilha
1 1/2 xic. bananas maduras amassadas (cerca de 3 nanicas)
1 xic. coco ralado
1 xic. pecãs, tostadas e picadas
1/2 xic. buttermilk (leite + uma colherinha de vinagre)

Unte com óleo em spray ou manteiga duas formas de bolo inglês e pré-aqueça o forno a 180ºC. Numa tigela, misture com um fouet a farinha, o bicarbonato e o sal. Em outra, misture os ovos, o óleo e o açúcar, até que fique homogêneo. Junte a farinha à mistura de ovos, misturando com a colher apenas até que não se vejam mais pontos de farinha. Acrescente a baunilha, a banana, o coco, as nozes e o buttermilk e misture apenas o bastante para que fique tudo bem combinado. Distribua nas formas, alisando com a espátula de necessário, e leve ao forno por 60-65 minutos, invertendo as formas no meio do tempo. Asse até que um palito inserido no centro dos bolos saia limpo. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade por 10 minutos antes de desenformá-los. Remova das formas e deixe que esfriem completamente. Bem embalados, os bolos ficam em temperatura ambiente por 1 semana, ou congelados, por 3 meses.

Fiz meia receita. Rendeu um bolo muito aromatizado, de massa levemente densa graças à banana amassada e com o toque especial do coco ralado. Uma delícia que estou afim de repetir logo, logo.


sábado, 15 de janeiro de 2011

Tigelada da Beira

Sobremesa fácil é assim: 3 ingredientes batidos no liquidificador e pronto. Ou quase. Tem que levar ao forno.

Tigelada da Beira

3 ovos
375ml de leite
57g de açúcar
50g de ricota
Nozes
Uvas passas brancas

Bati tudo no liquidificador, menos as nozes e uvas passas, que aguardaram no fundo do refratário. Rendeu 3 porções que foram ao forno baixo por 30 minutos.

A receita original é da Risonha e a minha ficou dessa cor pois usei ovos caipiras e açúcar mascavo. É muito gostosa e lembra demais pudim de leite.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Parker House Rolls

Participo de um grupo de discussão sobre Máquinas de Fazer Pão. É excelente, pois além de trocar receitas, trocamos experiências. O Luiz Mendonça, colaborou com essa receita que diz ser do Hotel Parker House, em Boston. “Onde se faz pão a sério nos EUA”, afirma. Achei leve (apesar de levar um pouco mais de manteiga) e perfeito para o lanche.


A receita é a seguinte:

250ml leite
2 ovos médios
60g manteiga derretida (3 cs) + 2 cs manteiga derretida para pincelar a massa, se for fazer a moldagem manual
2 cs açúcar
2 cc sal
560g farinha branca
2 cc fermento biológico seco
Colocar na máquina de pão nessa ordem. Tira a massa da cuba para uma superfície enfarinhada, divide em dois. Estende cada uma das metades em uma placa de 20 x 40 cm, corta em 4 tiras de 5x40 cm e cada tira em 4 pedaços de 5x10cm. A idéia é: passa manteiga em um lado do retangulo de massa, dobra ao meio e põe na assadeira com anti-aderente ou normal untada e enfarinhada, vai superpondo levemente uma massa na outra pra formar uma "escadinha" de dobras.
Depois de tudo na assadeira, pincelar a superfície com manteiga, levar a forno pré-aquecido a 200C até ficar dourado.

Delícia!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Costelinhas assadas com mandioca cozida

Parte boa do Natal [uma das]: são consumidos vários produtos específicos. Assim que passam as festas, eles entram em promoção no supermercado. Foi assim que comprei um pacote de costelinhas suínas temperadas. Na verdade não gosto muito de comprar carne que já venha temperada. Mas abri uma exceção.

O pacote vem com 1k. Fracionei em duas partes, pois metade basta para o nosso almoço. Descongelei, espremi um limão por cima, só para reforçar o tempero e levei assar até dourar (uns 30min) no forno médio. Percebe-se que gostamos de carne suína bem coradinha, heheh

Para acompanhar, mandioca cozida. Tento fazer com outra guarnição, mas o sabor da mandioca combina muito com esse tipo de carne.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Filé de panga ao molho de gabiroba e purê de mandioca

Lembra do panga? Então. Ainda sobraram dois filés e resolvi usar um numa super invenção inspirada no molho de acerola das Rainhas que ficou lindíssima.


Filé de panga ao molho de gabiroba e purê de mandioca

Temperei um filé de 170g com sal, pimenta branca e limão. Deixei tomar gosto e grelhei sem um pingo de óleo.

Bati 100g e gabiroba com 150ml de água no liquidificador. Passei por uma peneira. Coloquei meia colher de manteiga na panela e suei uma colher de cebola picada. Acrescentei uma colher de açúcar e deixei caramelizar. Juntei a polpa e um pouco de sal. Deixei reduzir pela metade. Para finalizar, uma colher de creme de leite e passei pela peneira novamente.

Para o purê, usei 210g de mandioca cozida batida no processador com 50ml de leite. Depois foi só passar pela frigideira com uma colher de manteiga. Não precisei colocar sal porque a mandioca já estava salgada. Também esqueci da noz moscada, que não deve ser esquecida em hipótese alguma.


Achei o sabor do prato sensacional. Mesmo. Não pretendia usar o creme de leite, mas a gabiroba tem um picantezinho bem característico de frutos silvestres que é suavizado pelo creme de leite. Incrível. Saboroso. Brasileiro (a não ser pelo peixe vietnamita).

*orgulhosa*

Ah! Se não conhece a gabiroba, é só clicar aqui.