segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Frango assado sentado na cerveja

Inusitado é pouco. Estranho também é pouco. O que importa é que deu certo.

Este é meu primeiro frango assado. Afinal de contas, ainda estou processando essa história de ter que colocar a mão em carne crua... A receita é da leitora Haigli Fensterseifer, do Rainhas do Lar. Acabei acatando a sugestão por ser uma receita beeeeeeem diferente do que já tinha experimentado.

Frango assado sentado na cerveja


Comprei um frango inteiro no mercado. Só não vou saber dizer de quantos quilos. Mas deu 10 reais e pouco. Ele vem meio congelado, mas não tem problema. Tirei os miúdos que estavam por dentro, dei uma olhadinha e vi que ainda ficaram pedacinhos do pulmão pra trás. Foi só puxar que saíram. Depois tirei uns 3 pedacinhos de pontinha de penas que sobraram.

Furei com a faca e deixei dormir no tempero desde a noite anterior: 1 copo e meio de água, 3 colheres (sobremesa) de sal, 1 colher (sobremesa) de sálvia, 1 colher (sobremesa) de alecrim, salpicadas de molho de pimenta, 1 cebola média e meia, 2 dentes de alho. Bati tudo no liquidificador, cobri boa parte do frango e fui dormir.

No dia seguinte, duas horas antes de servir, abri uma latinha de cerveja de 170ml (antes, lavei bem a latinha e tirei o anel), coloquei no centro da forma e sentei o frango nela. Nem precisou de muito esforço. Foi fácil equilibrar. Depois foi só colocar meia laranja no buraco do pescoço e levar no forno médio. Se durante o tempo que estiver assando, dourar demais, é bom encapar com papel alumínio.


Tchanam!!!

Ficou muito bom! A cerveja evapora e acaba ajudando a temperar o penoso, que também não fica com gosto forte de cerveja. A carne ficou suuuuuuuuuuuuuuper macia.

Os dois pezinhos foram assados a pedido da minha mãe, que adora roe-los. Sinceramente não vejo graça, mas gosto é gosto, neh?!



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Doce de banana para matar a vontade

Sabe aquela época do mês que dá uma vontade danada de comer doce? Imagino que as "vontades" sejam diferentes de mulher para mulher, mas no meu caso é doce, chocolate, nossa... um arraso!

Bem, juntou a formiga com a banana madura, porque tinha umas três na fruteira gritando para serem usadas.



Piquei duas bananas nanicas e uma prata em fatias finas numa frigideira, adicionei 6 colheres rasas de açúcar cristal e deixei cozinhar primeiro em fogo alto, mas a maior parte em fogo baixo. Não apurei, porque a idéia não era um doce escuro e mais consistente. Ficou perfeito para comer de colher, enquanto visitava algumas visinhas do Curiosidade Culinária.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Para fazer pão

Minha vida se divide entre pré-máquina de fazer pão e pós-máquina de fazer pão [vamos agradecer ao meu digníssimo namo que me deu o eletro de aniversário]. Antes meus pães eram tijolos, agora uns já chegaram ao status de nuvem, vejam só!

Quando comecei a assar em forno convencional, apareceram algumas dúvidas sanadas pela minha consultora master, mamãe e alguns passeio pela blogosfera. São dicas que valem muito a pena, então divido com quem ainda não sabe:

Para começar, a massa. Minha receita coringa é a de Pão de Iogurte que veio no manual da MFP com algumas modificações. Aí vai:

Pão de Iogurte
(Ciclo Normal ou Sanduíche)

1 copo de iogurte natural (uso sempre buttermilk - 1 copo de leite desnatado + 2 colheres de vinagre no microondas por 30 segundos - o negócio é azedar, mesmo)
1 colher (sopa) de margarina ou óleo
1 1/2 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de açúcar
2 copos de farinha de trigo especial (gosto de usar outros cereais, então sempre substituo o equivalente a 1/3 do copo de linhaça, semente de girassol, ou outra. Mas é importante não colocar muitos cereais, porque essa massa é bem delicada)
2 colheres (chá) de fermento biológico seco instantâneo

É só colocar tudo na máquina (gosto de bater todos os ingredientes menos a farinha no liquidificador antes de pôr na cuba) e, depois que apitar para adicionar os ingredientes, retira-se a massa para ser acomodada numa forma untada e enfarinhada.


Como fiz receita dupla (1200g), usei duas forminhas de uns 20cm x 10cm.


Uns cinco minutos antes de tirar a massa da MFP, ligue o forno no máximo por 5 a 7 minutos. Daí desligue e deixe o pão lá dentro por cerca de 30 a 40 minutos. Essa dica aprendi no Chucrute com Salsicha, num momento de desespero para fazer crescer meus pãos no inverno e é ótima em qualquer estação.


Depois de crescidos, retire as formas do interior, ligue novamente no máximo. Quando já tiver aquecido (uns 4 minutos), coloque os pães lá dentro com a chama ainda no máximo e marque 10 minutos (como eram pães pequenos, deixei só 8, para não ficarem muito morenos). Depois desse tempo, baixe a chama no mínimo e marque 30 minutos.


Pronto! Os pães estão lindos e assados. É importante esse tempo de fogo máximo e mínimo, porque o pão vai crescer mais um tanto e assar por inteiro.

Depois de tirados do forno, é só colocar emcima de uma gradinha (também uso aquelas madeirinhas-suporte para panelas) e enrolar em um guardanapo. Ainda coloco um saco plástico aberto no meio do guardanapo, para abafar de verdade. Dessa forma, a casca fica mais macia.

Agora é só buscar o requeijão, a maionese, a margarina, a geléia e se deliciar!!!

Massa caseira da vó

Minha avó faz um macarrão caseiro danado de bom e ela sabe que gosto. Chega a fazer chantagem: "Faz tempo que a Bruna não vem me visitar, acho que preciso fazer macarrão". Acredita?!?!? Quem vê pensa que só a visito por isso. Mas vó é assim mesmo e a gente nem acha ruim, porque ama de qualquer jeito.

Da última vez que o meu irmão foi para a casa dos meus pais, apareceu com um pacote de papel vermelho: "Ó, a vó mandou pra você.". Oba!



A preparação foi simples: molho feito com um tiquinho de alho dourado, carne fritinha (achei um corte chamado "oriental" que é bem miúdo e ficou muito bom para o molho), molho de tomate caseiro que estava esperando no congelador pela hora de ser usado, muita salsinha picada e queijo parmesão ralado de saquinho por pura preguiça.

Aiai... adoro minha vó!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Bolinhos de maçã

Hoje fizemos um café da manhã para uma aniversariante, na empresa. Fiquei de levar o "bolo de aniversário", um de maçã que a aniversariante já havia encomendado da minha mãe, certa vez. Como o pessoal fica de pé, todos se servem ali ao redor da mesa, pensei em fazer bolinhos para facilitar e foi a melhor alternativa de todas!!!


Bolo de maçã

3 maçãs
3 ovos
1 1/2 xícara de açúcar
1/2 xícara de óleo
1 colher (chá) de canela em pó
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1/2 xícara de damascos picados
1/2 xícara de goiabada em cubos
1/2 xícara de uvas passas

Descasquei as maçãs e piquei em cubos pequenos (já que optei pelos bolinhos). As cascas foram para o liquidificador com os ovos, o açúcar, o óleo e a canela. Depois de bem batidos, foi só misturar (sem batedeira) com a maçã e a farinha. Depois adicionei o fermento, mexi mais um pouco e adicionei o damasco, a goiabada e as passas que foram envolvidos em 1 colher de farinha enquanto esperavam para serem usados. Quando estava tudo misturadinho, coloquei uma colher e meia de massa em cada forminha de empada e levei assar em forno médio. Aproximadamente 23 minutos para ficarem bons. Rendeu 30 bolinhos que fizeram o maior sucesso.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

É de tomate! Bolo de tomate

Pois é. Ninguém acertou. Os palpites foram os mais variados: cenoura, abóbora, batata doce, coca cola, urucum...

A verdade é que estava dando uma olhada nos arquivos de receita e encontrei uma apostila virtual do Curso de Aproveitamento Integral dos Alimentos do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) do Rio Grande do Sul. Adoro esse tipo de curso. É como no Cozinha Brasil, do Sesi (Serviço Social da Indústria), onde a gente aprende a fazer bolo de abobrinha, pastelzinho de talos, salpicão de melancia... várias coisas que podem ser super gostosas, mas precisam vencer o preconceito para serem provadas.

Com esse bolo não foi diferente. Os tomates estavam na geladeira esperando para virarem molho, como sempre, mas mereceram ir para a panela de forma diferente e foi assim:


Bolo de tomate

2 ½ xícaras de tomate maduro (usei rasteiro e longa vida)
2 ovos
1 xícara de açúcar (sendo ½ integral)
1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
6 damascos picados em cubinhos

Cortei os tomates grosseiramente para conseguir medir. Deu aproximadamente 3 ¾. Levei ao fogo sem adicionar água e deixei ferver em fogo baixo por uns 15 minutos. Esperei esfriar e bati no liquidificador. Coei para separar o suco das sementinhas e cascas. Daí para frente foi normal: bati as claras em neve, depois, separadamente, as gemas e o açúcar até formar um creminho e fui incorporando o restante dos ingredientes, intercalando o suco e a farinha para não virar sujeira. No final, foi só incorporar o fermento, os damascos e as claras, colocar numa forma untada e enfarinhada e assar por 35 minutos em forno médio pré-aquecido. Detalhe é que essa é meia receita e rende um bolinho simpático que dá certinho numa forma de uns 25cm de diâmetro.

Vamos ao veredicto: um bolo perfeito! Uma cor linda, um aroma intrigante (que em nada lembra uma macarronada ao sugo) e um sabor muito interessante. Ok, interessante não é o melhor dos adjetivos, mas é que ele fica com um picante/azedinho no fundo que não consegui descobrir se era do damasco ou do bolo, mas acho que é um pouco do bolo, também. ADOREI. De verdade! Todo mundo que provou gostou, também. A reação foi a esperada: comem com vontade e depois que sabem do que é feito, torcem o nariz. Tenho pena de gente enjoada, mas me esforço para convencer esse povo...

O damasco coloquei por conta. Achei que ficaria muito bom com passas brancas, mas como só tinha escuras em casa, fui de damasco, mesmo.


Para quem gosta de comer bolo com "alguma coisa", a dica é servir este com mel, que combina perfeitamente!


Tem tomates madurinhos na fruteira? Então corre fazer bolo! Vai por mim...

domingo, 20 de setembro de 2009

Do que é este bolo?

É bem inusitado. O ingrediente principal é bem comum, apesar de ser a primeira vez que o vejo empregado dessa forma. Está presente em praticamente todas as cozinhas, independente da nacionalidade.

Quem vai adivinhar do que é este bolo?

sábado, 19 de setembro de 2009

Para esquentar pizza amanhecida

Não adianta. Morando sozinha, fica difícil não ter que comer o que era janta no almoço do dia seguinte e seguinte e seguinte...

Assim, tive que almoçar hoje a pizza que foi o jantar de ontem. Para esquentar, me recuso a usar microondas que deixa tudo borrachudo, o forno normal acaba transformando a pizza em torradas, então a melhor opção que encontrei foi uma que vi na TV há muito tempo.

Numa frigideira antiaderante, coloque o pedaço de pizza e ligue a chama bem baixinha. Tampe a frigideira e deixe alguns minutos. Mas cuidado, porque é bem rápido.


Se achar suficiente, só aquecendo embaixo está bom, mas prefiro o queijo meio derretido, então viro o pedaço de cabeça para baixo. Também tampo e deixo um tempinho.


A cobertura às vezes fica meio torradinha, mas a consistência da massa e cobertura ficam muito próximos do estado original.


E é só!

Pizza Fofa

Penso que comer massa é COMER MASSA. É sentir a textura do macarrão, a leveza do pão, a fofura da massa da pizza. Sim, porque depois que conheci a "Pan" da Pizza Hut, meu mundo virou de cabeça pra baixo e pude ter certeza dessa preferência.

Ontem cheguei em casa disposta a fazer uma pizza bem fofinha e gostosa. A última receita tirada do manual da MFP, ficou boa, mas queria algo mais. Então dei um pulo no blog da Gasparzinha que tem sempre ótimas receitas...


Massa de pizza fofa

120ml de água
120ml de leite (usei buttermilk - leite com 1 colher de vinagre)
1 colher chá de alho em pó (usei 1 dente e meio)
2 colher chá de queijo parmesão
2 colheres sopa de óleo de canola
1 colher chá de sal
1 colher sopa de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo
2 colheres chá de fermento seco

Em massas de pizza e calzone gosto de usar alho frito, então piquei grossamente os dentes de alho e dourei-os no óleo de canola. Deixei amornar e bati no liquidificador com tudo menos a farinha e o fermento. Ainda adicionei uma colher (sobremesa) de linhaça por conta. Depois foi só colocar na cuba da Máquina de Fazer Pão com a farinha e o fermento, selecionar a opção Massa e esperar.

A Gasparzinha fez 2 pizzas. Como optei por deixar a massa mais mole que o normal, ficou difícil de esticar. Então untei uma forma com óleo, estiquei do jeito que deu e coloquei para crescer por 30 minutos no forno aquecido por 5 minutos, depois desligado.

Quando cresceu, assei por uns 20 minutos em forno médio, até dourar levemente, coloquei a cobertura e levei ao forno novamente para derreter o queijo e dourar de leve.

A cobertura foi mista:
molho de tomate
mussarela
atum
cebola ralada refogada com um tiquinho de sal
orégano

molho de tomate
abobrinha ralada (experimentei ralar ao invés de cortar maior. Ficou igualmente boa)
mussarela (sim, por falta de atenção, a abobrinha ficou coberta)
linguicinha pré-desengordurada
azeitonas descaroçadas
pimentões vermelhos

Por ter feito somente uma pizza, acabou virando um pão com cobertura e obceno de tão fofo. Uma delícia! Como é o nome original da receita... a massa de pizza perfeita!!


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Bolo de aveia e ameixa

Um bolinho para a semana é básico. Para o café da manhã, lanchinho no trabalho...
Passeando pelo blog da Paula, encontrei essa receita na lista de atualizações. Achei super simpática e resolvi colocar em prática. Mas como queria um bolo bem pequeno para não ter problema de sobrar, fiz só metade da receita e com váaaaarias modificações (inclusive no nome).

e lá vamos nós com a foto virada outra vez...

Bolo de aveia e ameixa

1 xícara de açúcar mascavo
1 xícara de aveia em flocos
3/4 xícara de farinha de trigo
½ xícara de leite desnatado
1/2 xícara de óleo
1 ovos
1 colheres de chá de semente de linhaça
2 pitadas de canela em pó
10 ameixas pretas sem caroço
1 colher de chá (generosa) de fermento em pó

Bati as claras em neve e reservei. Bati o leite, o óleo, a ameixa e a linhaça no liquidificador. Acrescentei ao açúcar e à gema e bati na batedeira. Juntei, aos poucos, os demais ingredientes, deixando as claras em neve e o fermento por último. Levei assar em forno médio pré-aquecido numa forma de 18cm de diâmetro por 35 minutos. Rendeu um bolinho super simpático de 6cm de altura. Do tamanho da necessidade!
A ameixa deu um toque super especial a esse bolo. Ao invés de liquidifica-las, dá pra cortar e colocar no meio da massa, mas usando aparelho, é sempre melhor ir pelo caminho mais fácil...